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quinta-feira, 19 de setembro de 2024

No tempo dos lampiões

 




E se eu morasse no tempo

Das ruas alumiadas por lampiões

Aquelas ruazinhas do Quintana!

Eu hoje estaria esperando a ronda do acendedor

Na sua função de também apagar

Para que a chegada do total escuro

Mesclasse-se aos meus pensamentos tristes e obscuros

E viesse o sono e o nada

E uma dor anestesiada.

Mas não há mais Quintana, nem lampiões, nem acendedores

Há apenas dores.

O Poeta Lunar


 

Enquanto alguns são contemplados

Pelo Sol

E pela luz em seus caminhos

Eu sou o poeta lunar

Escrevo meus versos na semi-escuridão prateada

Com uma melancolia que me é própria

E palidamente bela...

Quatro fases eu possuo

Na Lua cheia tudo crio

Na crescente emendo estrofes

Na minguante escrevo com poucas palavras

Na nova, me bloqueio...

Para recomeçar de novo e de novo meu ciclo

Para embelezar a angústia e submeter a Morte

Em forma de arte...

Poema Bipolar

  Um poema transtornado Afetivamente bipolar Às vezes maníaco, Outras deprimido Mas poema... Seria eu um santo? Há um halo sobre minha cab...