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quinta-feira, 19 de setembro de 2024

No tempo dos lampiões

 




E se eu morasse no tempo

Das ruas alumiadas por lampiões

Aquelas ruazinhas do Quintana!

Eu hoje estaria esperando a ronda do acendedor

Na sua função de também apagar

Para que a chegada do total escuro

Mesclasse-se aos meus pensamentos tristes e obscuros

E viesse o sono e o nada

E uma dor anestesiada.

Mas não há mais Quintana, nem lampiões, nem acendedores

Há apenas dores.

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